Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ifgoiano.edu.br/handle/prefix/6991
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso
Título: A INFLUÊNCIA DO MANEJO NUTRICIONAL NA GÊNESE DA CÓLICA E LAMINITE EM EQUINOS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Autor(es): Silva, Adriany Victória
Primeiro Orientador: Leonídio, Angélica Ribeiro Araújo
Resumo: O trato gastrointestinal equino divide-se em segmentos anterior (responsável pela digestão enzimática) e posterior, onde uma complexa microbiota realiza a fermentação da fração fibrosa da dieta, gerando até 70% da energia metabolizável (EM) do animal. Por possuírem estômago pequeno e fluxo contínuo de ácido, os cavalos são altamente sensíveis a erros de manejo nutricional. A síndrome cólica e a laminite são as principais afecções decorrentes desses desequilíbrios. A cólica, classificada em tipos como gasosa, espasmódica, parasitária ou obstrutiva, é frequentemente engatilhada pelo excesso de grãos, que gera acidose e disbiose cecal, além do uso de forragens lignificadas e mastigação ineficiente, que causam impactações (principalmente na flexura pélvica). Por sua vez, a laminite é a inflamação das lamelas do aparelho podal, culminando na perda de sustentação e eventual rotação da falange distal (P3), sendo engatilhada por distúrbios endócrinos (resistência insulínica) ou pela translocação de endotoxinas bacterianas originadas pela sobrecarga de amido no intestino. Clinicamente, o equino apresenta claudicação rígida, cascos quentes e postura característica de alívio, projetando o peso nos membros posteriores. A mitigação dessas enfermidades baseia-se na otimização da fisiologia digestiva e no manejo preventivo adequado. As estratégias essenciais incluem o fornecimento contínuo de volumoso de boa qualidade (mínimo de 60% da dieta em base da matéria seca – MS), o que estimula a salivação e atua como tamponante natural, além do fracionamento de concentrados em múltiplas ofertas diárias para evitar picos glicêmicos e hiperinsulinemia. Para cavalos metabolicamente sensíveis, a dieta deve priorizar forragens com menos de 10% de carboidratos não estruturais (com base na matéria seca – MS) ou a substituição por fontes de fibras altamente digestíveis e lipídios. Transições alimentares graduais, manutenção da homeostase hídrica, controle parasitário sob orientação técnica e revisões odontológicas periódicas completam o manejo profilático. Adicionalmente, o uso de probióticos atua na manutenção da eubiose e proteção da mucosa intestinal através da síntese de metabólitos benéficos, prevenindo quadros graves cujos insucessos terapêuticos podem resultar em eutanásia e severos prejuízos econômicos.
Abstract: The equine gastrointestinal tract is divided into an anterior segment (responsible for enzymatic digestion) and a posterior segment, where a complex microbiota ferments the fibrous fraction of the diet, generating up to 70% of the animal's metabolizable energy (ME). Due to their small stomachs and continuous gastric acid secretion, horses are highly sensitive to nutritional management errors. Colic syndrome and laminitis are the primary conditions resulting from such imbalances. Colic—classified into types such as gas, spasmodic, parasitic, or obstructive—is frequently triggered by excessive grain intake, which causes acidosis and cecal dysbiosis, as well as by the consumption of highly lignified forage and inefficient chewing, which lead to impactions (particularly at the pelvic flexure). Laminitis, in turn, is an inflammation of the lamellae of the hoof apparatus that culminates in a loss of structural support and the eventual rotation of the distal phalanx (P3); it is triggered by endocrine disorders (insulin resistance) or the translocation of bacterial endotoxins resulting from starch overload in the intestine. Clinically, the horse exhibits a stiff gait, warm hooves, and a characteristic stance to relieve pain, shifting weight onto the hindlimbs. Mitigating these conditions relies on optimizing digestive physiology and implementing appropriate preventive management. Essential strategies include the continuous provision of highquality forage (comprising at least 60% of the diet on a dry matter—DM—basis), which stimulates salivation and acts as a natural buffer, as well as splitting concentrate rations into multiple daily feedings to prevent glycemic spikes and hyperinsulinemia. For metabolically sensitive horses, the diet should prioritize forages with less than 10% non-structural carbohydrates (on a DM basis) or substitute them with highly digestible fiber sources and lipids. Gradual dietary transitions, maintenance of water homeostasis, parasite control under technical guidance, and periodic dental check-ups complete the prophylactic management. Additionally, the use of probiotics helps maintain eubiosis and protect the intestinal mucosa through the synthesis of beneficial metabolites, preventing severe conditions where therapeutic failure could lead to euthanasia and significant economic losses.
Palavras-chave: Sistema digestório equino
Síndrome cólica
Laminite endócrina
Disbiose
Área do CNPq: CIENCIAS AGRARIAS
Idioma: por
Pais: Brasil
Editor: Instituto Federal Goiano
Sigla da Instituição: IF Goiano
Campus: Campus Ceres
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ifgoiano.edu.br/handle/prefix/6991
Data do documento: 21-Ago-2026
Aparece nas coleções:Bacharelado em Zootecnia

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
TCC-Revisão-bibliográfica-Adriany Victória.pdf1,31 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.